Cirurgias eletivas tiveram investimento de R$ 383 milhões em 2024
Santa Catarina alcançou a marca de 805.045 mil cirurgias emergenciais e eletivas, realizadas desde 2023. Até o dia 17 de março de 2025, foram 315.706 procedimentos eletivos com internação e mais 185.791 ambulatoriais (até janeiro/25) e 303.548 emergenciais (até janeiro/25). Chama atenção o fato raro de o número de cirurgias para redução da fila ser maior do que as realizadas de forma emergencial.
Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e refletem a reestruturação da rede hospitalar catarinense realizada nos últimos dois anos, incluindo hospitais estaduais e contratualizados.
Uma das beneficiadas pela celeridade das cirurgias em Santa Catarina é a professora Lucimar Pinto. Há mais de dois anos na espera, foi finalmente chamada para realizar a cirurgia de safena.
“Eu nunca imaginei que ia fazer pelo SUS, que ia ser chamada. Estou muito feliz e já vou para a segunda perna, as duas safenas que me incomodavam já vão sair. A cirurgia está mudando a minha vida, eu sentia muita dor e cansaço no final do dia, tinha que tomar remédio. Então, para mim, além da saúde, me devolveu a autoestima. É muito gratificante”, relata.

As melhorias realizadas na Saúde do Estado abrangem obras essenciais e investimentos, programas lançados como a Política de Valorização dos Hospitais e a Tabela Catarinense de Cirurgias. Além disso, o Governo do Estado abriu mais de 264 leitos de UTI desde 2023, ultrapassando os 1,4 mil leitos ativos.
Sobre a Tabela Catarinense de Cirurgias
Lançada pelo governador Jorginho Mello no fim de 2023, a Tabela Catarinense impacta diretamente o ritmo dos procedimentos. Com ela, o Governo do Estado paga até 12 vezes mais do que o previsto na tabela do SUS, consertando o sistema em SC e garantindo a realização de até 900 procedimentos em vários hospitais. Apenas em 2024, os repasses para as cirurgias eletivas somam R$ 383 milhões investidos na Saúde dos catarinenses.
Política de Valorização dos Hospitais
Também lançado no fim de 2023, o Programa de Valorização dos Hospitais prevê pagamentos fixos de acordo com a disponibilidade de serviços das unidades de saúde, o que garante a qualidade e a oferta dos atendimentos prestados.
Os valores repassados aos hospitais variam de acordo com o porte e os serviços oferecidos. A classificação de porte vai de I a VI, com a parcela mínima de R$ 25 mil para o porte I e R$ 500 mil mensais para o porte VI.
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Desde o começo dos anos 2000 o vício em apostas, como em casas de bingo e o jogo do bicho, representa um problema de saúde para uma parcela da população, que com o tempo passa a enfrentar também problemas financeiros. Hoje, com as plataformas de apostas online, as populares bets, na palma da mão, controlar essa dependência fica cada vez mais difícil.